Como Preparar?

Agora que você já sabe:

 É hora de aprender a preparar as refeições! Acompanhe abaixo as fotos que tiramos em casa do preparo de porções de Alimentação Natural para um mês!

 

Compro a maior parte dos alimentos da dieta natural na feira. É mais barato, mais variado e o meu fornecedor, o Sr. Paulo, do açougue de uma feira-livre no Brooklin, me entrega tudo já cortadinho e separado. Faço uma enorme compra nessa feira um sábado por mês. Telefono para ele na véspera, sexta-feira, e geralmente encomendo nada menos do que 33kg de meaty bones (ossos carnudos) e 15kg de carnes e vísceras diversas! Como tenho um freezer, disponho de bastante espaço para armazenar até um mês de alimentos para minha turma. Mas durante muito tempo, contávamos apenas com o espaço do freezer da geladeira. Nessa época fazíamos compras mais frequentes, a cada 10 ou 15 dias. Tudo depende do número de animais em sua casa, o porte deles e do espaço disponível para armazenamento.

No sábado cedinho, limpo a cozinha e a pia e organizo a área que usarei para separar as porções diárias de dieta natural. Para diminuir as chances de ocorrer uma contaminação cruzada (microorganismos da pia e de utensílios contaminarem os alimentos crus), lavo toda a bancada, pia, tábua de carnes e faca com detergente, enxáguo tudo e em seguida desinfeto com álcool 70%. Obs: O álcool 70% é um desinfetante muito mais potente que o álcool 98%, pois persiste no ambiente por mais tempo e realmente destrói as bactérias - o álcool 98% apenas faz com que as bactérias fiquem estáticas.

Tenho costume de guardar todos os tupperwares dos queijos, margarinas e sorvetes que compro. Tenho mais de 50 recipientes. Isso é importante, porque temos muitos pets e o total das porções diárias para essa turma acaba resultando em uma generosa quantidade de comida. Para agilizar o processo de preparo das porções, que deve ser o mais rápido possível a fim de minimizar contaminação e deterioração, já deixo os recipientes montados e à mão.

Minha fiel balança digital (para 2kg), tábua de carnes e faca (grande e afiada) também já estão a postos. Com tudo pronto, parto para a feira. É bem próxima de minha casa, coisa de 5 minutos de distância. Isso é importante, para evitar que as peças estraguem com o calor. Não tem feira próximo de sua casa? Leve caixa de isopor para acondicionar adequadamente as peças durante o trajeto, ou converse com o feirante sobre a possibilidade de uma entrega em domicílio.

Na feira, compro pés de frango com as solas já limpas e sem unhas, pescoços contendo as cabeças, mas sem os bicos; dorsos de frango cortados em 2 ou 3 pedaços e sem o excesso de gordura da cauda, pés de porco serrados em 2 ou 3 pedaços, costelas bem carnudas de porco, bovino, caprino ou ovino, e carnes e víceras cortadas em forma de cubos. Mordomia é pouco, né?

Vegetais, peixes, ovos, suplementos (iogurte, levedo de cerveja, óleo de peixe, alho, etc) e eventuais grãos compro em mercados.

Chego em casa com as compras. Para fins didáticos (e estéticos) a foto acima mostra apenas três sacos sobre a pia: um com pés de porco cortados, outro com pescoços de frango com cabeças, e um terceiro, com garganta bovina picada.

 

Gosto de preparar os meaty bones (ossos carnudos) primeiro. Uso a pia (limpíssima) para acomodar as peças. Coloco um pouco de cada,tipo de meaty bone, um ao lado do outro. Parei de lavar as peças, ao contrário do que mostram nossos (infelizmente obsoletos) vídeos do Cachorro Verde. Lavar as carnes dilata seus “poros”, o que pode favorecer a contaminação bacteriana. E manda embora minerais e vitaminas naquele caldinho escuro que confundimos com sujeira ao molharmos as peças.

E sim, a aplicação de vinagre de maçã, como muitos desconfiavam e apontavam, vale mais por suas propriedades nutracêuticas – o vinagre é rico em vitaminas do complexo B – do que por seus efeitos bactericidas. Afinal, o pH estomacal dos cães e dos gatos é muito mais ácido do que qualquer vinagre.

Gosto de combinar peças mais carnudas (sobrecoxa, coxa) com peças mais secas (pés de frango e de porco). A traquéia bovina é pobre em cálcio, mas contém carne, e é rica em condroitina, um protetor natural das articulações. Ofereço-a com pés, que são ricos em cálcio. O pé é um baita de um coringa na dieta natural. Não deve ser oferecido como o único meaty bone em uma refeição, por não conter carne e apresentar muito osso - o que resseca as fezes. Mas é ótimo para oferecer em combinação com outras peças ou avulso, como petisco.

A foto acima mostra 1/3 de toda a compra de meaty bones. O restante está esperando na geladeira ou no freezer, para não estragar.

De cima para baixo, da esquerda para a direita: meio da asa de frango (mais em conta que a asa inteira), traquéia bovina, pescoço de frango com cabeça, 1/3 de dorso de frango, 1/2 pé de porco serrado (esse é meio meaty bone/meio osso recreacional) e pé de galinha. Eu havia pedido também 4 codorninhas, mas o fornecedor do Sr. Paulo se esqueceu de trazê-las. Paciência. Mas lembre-se: quanto maior a variedade de cortes e de espécies, mais rica se torna a Alimentação Natural!

Essa é a gordura excedente dos dorsos (também chamados de costelas ou carcaças) de frango. O Sr. Paulo as separa num saquinho para mim. Gordura é nutriente nobre, fonte de ácido graxo araquidônico, ômega-6, essencial para a saúde da pele e da pelagem. Desde que o pet não seja obeso, tenha pancreatite, doença hepática ou intolerância intestinal à gordura, ela não deve ficar de fora da dieta. A gordura de origem animal não entope os vasos dos pets, deixa a comida mais saborosa, é a principal fonte de energia para o organismo, veicula e permite a absorção de vitaminas e é de altíssima digestibilidade para cães e gatos!

Uso metade de uma gordura dessas para fazer a Alimentação Natural dos meus dois gatos, diariamente. Eles estão numa fase de querer pescoços, carnes e vísceras batidos no mixer (processador) e aproveito para incluir a gordura. Se disponho de somente peças que prendem o intestino, como pés de porco e de galinha, acrescento um pouco de gordura à dieta dos cães para acelerar de leve o trânsito gastrointestinal e equilibrar. Com o jeito a gente pega o jeito de tudo isso.

Com um pegador de macarrão, lavado e desinfetado, vou enchendo o pote de sorvete, tendo o cuidado de variar as peças. Minha turma come por volta de 1,1kg de meaty bones por dia. Aí é só ficar de olho na balança. Ao atingir o peso esperado, tampo o recipiente e coloco-o de lado. Mas não deixo os recipientes parados por muito tempo: quando seis porções ficam prontas, levo-as para o freezer.

Nesse aí vou colocar mais um pescocinho e pronto!

Acabo de preparar as porções de meaty bones. Estão todas no freezer. Antes de começar a preparar as carnes, lavo e desinfeto a pia, a bancada e os utensílios novamente, para evitar que microorganismos das peças anteriores contaminem as carnes e vísceras. Tudo pronto? Uso a pia da mesma forma como fiz com os meaty bones e disponho as carnes e vísceras em grupinhos. O que não está na pia fica na geladeira ou no freezer, para não estragar. E, assim como deixei de fazer com os meaty bones, não submeto mais as carnes e vísceras à lavagem de nenhum tipo. Tampouco aplico o vinagre. Mas se quiser aplicar um pouquinho, não fará mal algum, e acrescentará nutrientes às peças.

Algumas informações interessantes:

  • comprar o peito de frango com o osso é mais barato, já que, do contrário, esse osso molinho e repleto de cartilagem seria desprezado.
  • músculo, acém, aparas e “bochecha de boi” são carnes bovinas em geral mais em conta.
  • lombo suíno é uma carne em geral barata e de excelente qualidade – não entendo o motivo de haver preconceito contra carne suína em nosso país…
  • o fígado que compro é o bovino, pelas condições em que nossos animais são criados – à pasto. O fígado de aves também é nutritivo, mas o atual manejo do frango não-caipira pode resultar em um fígado (órgão de desintoxicação do organismo) um pouco mais…poluído. Por ser rico em minerais, principalmente fósforo, o fígado pode causar diarréia se oferecido em excesso.
  • moela é uma víscera saborosa, mas não deve ser oferecida em excesso, pois pode soltar o intestino.
  • língua bovina é uma carne de bom preço e ótimo valor biológico. Por causa dos meus gatos (frescos), peço para o Sr. Paulo retirar o epitélio, aquela camada grossa que cobre a língua.
  • rim bovino é um pouco fedido (tem cheiro de xixi), mas é rico em vitaminas. Em excesso, pode provocar diarréia nos pets. Por isso associo um pouco de rim a carnes “neutras”, como músculo ou peito de frango.

Compro 65-70% de carnes (lombo, acém, língua, coração de boi e peito de frango) e 30-35% de vísceras (fígado, rim, moela, e, ocasionalmente, baço e bucho). Para evitar diarréias (vísceras demais têm esse efeito), procuro obedecer essa proporção quando estou montando as refeições e/ou associo uma maior porção de vísceras a pés de frango ou de porco, que naturalmente ressecam mais as fezes.Gosto de preparar porções mistas, com variedade de peças. Na hora de servir, ofereço a cada cão uma ou duas peças diferentes todo dia, garantindo uma gama de nutrientes e uma dieta mais interessante ao paladar e olfato.

Meus pets comem quase meio quilo de carnes e vísceras por dia. Quando não tenho mais recipientes maiores, separo esse montante em dois ou três potes menores, como o da foto. Com o passar do tempo, a gente afia o olhômetro e sabe quantos potes de “x” tamanhos diferentes equivalem ao montante necessário de carnes/vísceras por dia.

 

Acabaram os potes? Acondiciono as porções em sacos plásticos lavados, desinfetados com álcool e secos ao sol. É simples: empregando uma leiteira para dar suporte, peso a porção. Como o saco é grande, posso colocar até 1kg de carnes e vísceras, o que equivale à porção de dois dias, que é o tempo máximo que essas peças se mantêm bem conservadas na geladeira.

Ah! Também tenho sacos herméticos laváveis para sanduíches. Essa aí de cima é a porção para um dia, de pescoços de frango com cabeça.

 

 Duas horinhas depois, termino de separar tudo. Ufa! Cerca de 45 quilos de meaty bones, carnes e vísceras estão acondicionados em múltiplos tupperwares, potes e saquinhos. Está tudo no freezer. Tomo o cuidado de não empilhar as porções. É importante que o ar gelado circule de forma homogênea por todos os setores, promovendo um rápido congelamento. Por fim, aciono o botão “quick freeze”, que acelera o processo, fecho a porta do freezer e não volto a abri-lo por dois dias. Na geladeira, tenho duas porções diárias de frango da última compra, para oferecer aos pets durante esse importante período inicial do congelamento. É fundamental deixar as carnes e vísceras no freezer (a -18 graus) por pelo menos 72 horas antes de oferecê-las aos pets, a fim de destruir eventuais protozoários e cistos de helmintos (parasitos intestinais).

Obs: quem não tem freezer vertical, pode usar o freezer da geladeira (compartimento superior da geladeira). Geladeiras de apenas uma porta não têm freezer e sim congelador, que não atinge temperaturas tão baixas quanto um freezer e, portanto, é menos capaz de destruir protozoários ou cistos de vermes presentes nas carnes. Por esse motivo, se você possui geladeira com congelador, sugerimos que adote para seu pet uma dieta cozida, com muito menor possibilidade de contaminação.  

Fotos de uma refeição da nossa turma canina

Agora que você acompanhou todo o processo de preparo da parte de meaty bones, carnes e vísceras da Alimentação Natural, confira as saborosas fotos de um jantar de nossos cães!

 Prato da Corah, nossa Golden de 9 meses de idade e cerca de 25kg: coxas de frango e acém, crus, servidos com brócolis cozido ao vapor e os suplementos: iogurte natural integral, levedura de cerveja em pó, uma colher de sopa de azeite extra-virgem e pedacinhos de alho fresco.

 Aqui, o mesmo prato, aguardando a adição dos suplementos. As proporções adotadas são as de sempre: 60% meaty bones, 15-20% carnes, 5-10% vísceras e 15-20% vegetais variados, em todas as refeições. Sim, não estou mais separando a dieta natural dos meus pets em almoço de meaty bones, e em jantar de carnes, vísceras, vegetais e suplementos. Ofereço tudo junto e não acho que dá mais trabalho.

Optei por fazer assim porque as fezes de meus cães de porte pequeno – uma Dachshund de 4,5kg e um Pastor de Shetland de 9kg – ficam menos ressecadas (um pouco mais úmidas) quando eles comem vegetais (fibras), carnes e vísceras junto com os meaty bones. E também porque particularmente considero mais natural consumir todos os alimentos juntos, uma vez que o objetivo desse tipo de dieta natural é justamente tentar mimetizar a composição de uma presa (ossos + carne + vísceras + gordura + matéria vegetal contida nos intestinos).

Contudo, se você considera mais prático dividir o total da dieta em duas refeições, sendo um café-da-manha ou almoço composto exclusivamente pelos 60% de meaty bones, e um jantar composto por 20-25% de carnes e vísceras, 20-15% vegetais e os suplementos, e isso estiver funcionando bem para seus pets, continue a fazer assim!

Observações:

Muitas pessoas me perguntam se podem misturar carnes e vísceras e oferecê-los juntos, nas duas refeições diárias dos pets. É justamente o que tenho feito! Em todas as refeições, meus pets comem um pouquinho de vísceras. Só não se deve exagerar na porção diária de vísceras, para evitar diarréia. Vale relembrar que contam como vísceras: o fígado, a moela, o rim e o baço. E que língua e coração contam como carne, e não como miúdos ou vísceras.

Na falta de vísceras, ofereço as refeições com as seguintes proporções: 60% meaty bones, 20% carnes e 20% legumes, ou 60% meaty bones, 25% carnes e 15% legumes. 
 

Prato do Oliver, o vovôzinho do casa – Sheltie de 9 anos. Para ele, acrescento vitamina C (500mg), vitamina E (400UI) e uma cápsula de 1,000mg de óleo de peixe, fonte de valiosos ácidos graxos ômegas-3. Além do brócolis, Oliver recebeu abobrinhas. 

Prato do Oliver. Outra diferença em relação às antigas postagens no Cachorro Verde: ao invés de sempre liquidificar os vegetais em purê, passei a cozinhá-los antes de servir, por cerca de 15 minutos em panela ao vapor. Acho pouco trabalhoso, a perda nutricional é pequena, e eles adoram! Atualmente, processo no mixer mais folhas e ervas (sempre cruas), como couve-manteiga, rúcula e salsinha.

 Os pratos dos quatro, de cima para baixo, esquerda para a direita: Oliver, Corah, Sarábi e a pequena Maya. Eles recebem, em média, cerca de 2,5% de seu peso corpóreo em alimentos, por dia. Além dos alimentos mostrados nesse artigo, também oferecemos regularmente ovos, peixes e uma grande variedade de vegetais e frutas.

A essa altura do campeonato, estão todos reunidos no portãozinho da cozinha, salivando e ganindo baixinho. Hora de servir a bóia!

“Nem vem! Essa coxa é minha!”

Cozimento

Embora a dieta natural se baseie em alimentos servidos crus, alguns ingredientes devem sempre ser cozidos. São eles: as batatas, mandioquinha, cará e inhame, e grãos (cereais) e leguminosas, como arroz integral ou branco, lentilha, cevada, aveia, painço, etc. Tubérculos como as batatas contêm solamina, uma substância tóxica para os pets, que pode ser anulada com o cozimento. Já os grãos devem ser bem cozidos para que sejam devidamente aproveitados pelo trato digestório de carnívoros como os cães. Idealmente, grãos integrais devem ser deixados de molho em água morna com algumas gotinhas de limão ou soro de iogurte por 8 horas antes de serem cozidos, para que pré-fermentem. Com isso, há destruição de substâncias anti-nutricionais (fitatos) e incremento dos nutrientes desses alimentos.

Há outros dois ingredientes da alimentação natural dos pets que podem ser cozidos: o ovo e o peixe. A clara do ovo crua contém uma proteína chamada avidina que anula a biotina (vitamina H) contida no ovo. Entretanto, alguns nutricionistas e veterinários nutrólogos afirmam que a biotina contida na gema do ovo é mais do que suficiente para se ligar a toda a avidina que há na clara crua, não causando, assim, perdas na absorção da biotina de outras fontes. Se preferir, cozinhe os ovos. Aqui, preferimos ofertá-los crus, já que o ovo cru é uma verdadeira potência de nutrientes.

Um processo parecido acontece com peixes crus. Muitos peixes crus contêm a enzima tiaminase, que quebra a tiamina (vitamina B1) e anula sua absorção. O cozimento do peixe destrói a tiaminase e fica resolvido o problema. Aqui acostumamos nossos cães e gatos a comer peixes cozidos no vapor, que é o método de cocção que melhor preserva os nutrientes. Cozinhamos pequenos peixes inteiros (com vísceras, cabeça e espinha) por 15-20 minutos, esperamos esfriar e oferecemos.

Recapitulando os pontos mais importantes

  • A composição de uma dieta natural básica para cães pode ser assim: 60% meaty bones (ossos carnudos), 20% carnes com ou sem um pouco de vísceras e 20% vegetais, mais os suplementos. Ou 60% meaty bones, 25% carnes com ou sem vísceras e 15% vegetais, mais os suplementos.
     
  • Prefira comprar meaty bones, carnes e vísceras em feiras-livres, onde é possível encomendar uma grande variedade de peças a preços bastante razoáveis.
     
  • Você pode fazer compras semanais, quinzenais ou mensais, dependendo do número de pets, do porte desses pets e, principalmente, do espaço disponível para armazenamento em seu freezer.
     
  • Meaty bones, carnes e vísceras devem passar 72 horas em freezer (a -18oC) antes de serem oferecidos, para que protozoários e cistos de helmintos (vermes) sejam destruídos.
     
  • Para preparar as porções, você vai precisar de uma pequena balança, preferencialmente digital, de uma tábua, e de recipientes para armazenar as porções diárias.
     
  • Não precisa lavar as carnes, vísceras e meaty bones.
     
  • Você pode optar por fazer porções com meaty bones mistos ou porções com apenas um tipo de meaty bone. Só não faça porções compostas exclusivamente por pés de frango ou de porco, já que essas peças contém pouca carne e quando ingeridas em grande quantidade ressecam muito as fezes.
     
  • Você pode optar por fazer porções com carnes e vísceras variadas, ou com apenas um tipo de carne, ou com apenas um tipo de carne e um tipo de víscera. Procure não oferecer mais do que 15-20% de vísceras por dia, já que elas podem desencadear diarréias quando ingeridas em grande quantidade.
     
  • Se quiser, você pode preparar porções diárias contendo meaty bones, carnes, vísceras e vegetais (tudo numa só porção). Ou você pode fazer recipientes só de meaty bones e só de carnes e vísceras e deixar para preparar os legumes na hora, pouco antes de montar o prato e servir. Veja como fica mais fácil para você.
     
  • Você pode oferecer uma refeição (ex: pela manhã) composta exclusivamente pelos 60% de meaty bones, e uma refeição (ex: à noite) composta exclusivamente por carnes, vísceras, vegetais e suplementos. Aqui temos preferido oferecer todos os alimentos - meaty bones, carnes, vísceras, vegetais e suplementos - nas duas refeições.
     
  • Você pode oferecer os legumes crus ou cozidos. Mas é preciso atentar para algumas regrinhas. Legumes crus devem ser liquidificados em mixer ou processador ou não são aproveitados pelo trato gastrointestinal dos pets. E nem todos os vegetais podem ser oferecidos crus. Batatas, inhames, carás e mandioquinhas devem sempre ser cozidos para que uma toxina seja anulada. Se preferir cozinhar os legumes, não será preciso liquidificá-los pois o cozimento já é o bastante para torná-los digestíveis. Confira esse nosso artigo para saber mais sobre legumes e seu preparo.


Legumes crus e liquidificados

Vídeos sobre o preparo das porções

 Assista abaixo aos vídeos que mostram o preparo de todas as refeições. Obs: Algumas informações desses vídeos estão obsoletas, como a orientação sobre a lavagem das carnes e meaty bones. Mesmo assim ainda dá para aprender bastante sobre a prática do preparo. Em breve, publicaremos vídeos mais atualizados. Aguardem!


Nesse filme há instruções sobre o preparo dos meaty bones crus que compõem a refeição matinal de uma Alimentação Natural.
 


Aqui mostro como moer em casa pedaços de carcaça, meio da asa ou pescoço de frango crus para produzir um “patê” de meaty bones crus que é indicado para gatos, cães desdentados, pets com problemas esofageanos, etc.

 


Esse vídeo mostra o preparo e o congelamento das carnes sem ossos que entram na segunda refeição do dia.

 


Aqui mostramos como preparar o purê de legumes que entra na refeição da noite.

 


Nesse último vídeo, monto a refeição da noite do Oliver, meu Pastor de Shetland. E no final, os gourmets Oliver e Maya (Dachshund de Pêlo Longo) provam - e aprovam! - as duas refeições preparadas ao longo dos cinco filmes.

 

Bom apetite e uma lambida do Cachorro Verde!