
Preocupadas com a própria saúde, com o meio ambiente e com as condições em que animais como vacas, galinhas e porcos são convencionalmente criados, muitas pessoas se tornam vegetarianas ou vegans/veganos. Só para esclarecer: vegetarianos excluem carne de suas dietas, mas podem ou não consumir ovos e/ou leite e seus derivados. Já os vegans não consomem absolutamente nada que seja de origem animal.
Conhecemos inúmeros vegetarianos e veganos que oferecem dieta caseira predominantemente carnívora ou onívora ao seu peludo. Mas, é natural que o adepto desse estilo de vida eventulamente se pergunte se o vegetarianismo poderia ser aplicado ao seu melhor amigo.
É possível oferecer uma dieta vegetariana caseira para cães?
Conforme respondi a todos os vegetarianos que nos enviaram e-mails até hoje, sim, isso é possível. O Cachorro Verde, assim como outros divulgadores das dietas naturais, consideram o cão um animal predominantemente carnívoro, tendo em vista os hábitos alimentares dos lobos europeus na Natureza, que se alimentam essencialmente de suas presas. Mas a Literatura Veterinária divide-se quanto a essa classificação. Para alguns estudiosos, o cão é considerado um carnívoro oportunista, ou seja, com tendências e hábitos onívoros. Isso significa que o organismo do cão, de forma um pouco similar ao do ser humano, é capaz, até certo ponto, de se adaptar para obter nutrientes essenciais a partir de uma ampla variedade de alimentos. Desde que o cão em questão esteja saudável e seja acompanhado por um médico-veterinário, é improvável que uma dieta caseira vegetariana devidamente balanceada traga prejuízos à saúde do animal.
E que tal uma dieta caseira vegana para cães (sem alimento algum de origem animal)?
Dietas vegans para pets - principalmente comerciais, industrialmente processadas - existem de monte fora do país, mas de certa forma ainda são controversas. Cães e gatos não são herbívoros e uma alimentação ainda mais restritiva que a vegetariana pode trazer problemas. É o que relata o médico-veterinário vegetariano e norte-americano Martin Goldstein em seu ótimo livro The Nature of Animal Healing. (Ele atendeu uma Pastora Alemã, de nome Vegan – criada à base de vegetais desde filhote – dona de uma crescente e incontrolável agressividade, e que morreu relativamente jovem de câncer mamário.)
Abaixo, o comentário feito pelo Dr. Richard Pitcairn PhD, veterinário também vegetariano com experiência de 40 anos em Clínica de cães e gatos e autor do excelente livro Dr. Pitcairn’s Complete Guide to Natural Health for Dogs & Cats:
“Observo que na maioria das vezes os problemas tendem a aparecer quando os proprietários excluem da dieta todo e qualquer alimento de origem animal, incluindo ovos, leite e seus derivados. As pessoas podem viver bem com uma dieta vegan cuidadosamente elaborada, mas eu não a recomendaria para cães – e muito menos para os gatos.” O comentário do Dr. Pitcairn a respeito de dietas caseiras veganas serem potencialmente prejudiciais aos bichanos se baseia no fato de os felinos serem carnívoros estritos.
Ué, mas se faltam nutrientes, não podemos simplesmente adicioná-los à dieta na forma de suplementos? Sim, e isso é feito. O problema é que os nutrientes sintéticos ou industrializados simplesmente podem não ter o mesmo valor biológico dos mesmos nutrientes in natura, presentes no alimento. Leia mais sobre isso aqui. Adicionalmente, ainda não conhecemos a fundo os requerimentos de micronutrientes dos pets. Tampouco já identificamos todas as propriedades contidas nos alimentos e suas possíveis interações e benefícios.
Todos os anos novos elementos nutricionais são descobertos ou revistos. Negar todo e qualquer alimento de origem animal aos cães pode levá-los àlguma carência nutricional desconhecida. E ainda existe a questão da palatabilidade (sabor). Pode ser difícil acostumar cães e gatos – principalmente adultos – a aceitar as dietas vegans caseiras a longo prazo. Se você é vegan, considere a possibilidade de oferecer ao seu cão uma alimentação caseira vegetariana, e não vegana. É uma opção considerada mais segura por ser menos restritiva.
E quanto aos gatos? Felinos podem ser alimentados com dietas vegetarianas ou veganas?
O Cachorro Verde não recomenda que gatos sejam mantidos em uma alimentação caseira que não inclua carnes. Felinos são carnívoros estritos - sua fisiologia é adaptada para absorver o máximo dos nutrientes de tecidos de origem animal e apresentam certas dificuldades para aproveitar nutrientes de ingredientes vegetais (sim, nós sabemos que existem gatinhos que adoram frutas, pães e verduras, mas por questão paladar ou por hábito, não pela sua fisiologia.)
Felinos não são capazes de produzir sua própria taurina através da manipulação de outros aminoácidos. Precisam receber a taurina já na sua forma pronta, e ela só é encontrada naturalmente em carnes cruas (o cozimento destrói a taurina). O mesmo acontece com os ácidos graxos. Gatos precisam receber EPA (ácido eicosapentaenóico) e DHA (ácido docosahexaenóico) já prontos, presentes em peixes marinhos de água salgada, especialmente na forma de óleo, porque não conseguem obter ácidos graxos ômega-3 ativos de fontes vegetais, como a linhaça. O mesmo ocorre com alguns outros elementos.
Portanto, como comentado acima, uma dieta caseira vegana não seria segura para cães, e seria ainda muito menos indicada para gatos. E mesmo uma dieta caseira vegetariana poderia ser arriscada para a saúde dos bichanos. Formular uma dieta caseira vegetariana adequada ao metabolismo felino exige um número tão alto de compensações sintéticas que, a nosso ver, tornaria a alimentação pouco natural, pouco saudável - além de possivelmente pouco atraente ao exigente paladar felino.
Devo optar por dieta vegetariana caseira ou por dieta vegetariana comercial?
Dietas caseiras oferecem vantagens interessantes:
* frescor e qualidade dos ingredientes (é você quem escolhe os alimentos);
* possibilidade de optar por vegetais orgânicos, ovos de galinhas criadas soltas (caipiras) e leite e derivados de animais criados a pasto;
* reduzido teor de aditivos sintéticos controversos (corantes, conservadores, flavorizantes, aglutinantes etc);
* maior teor de água presente naturalmente na dieta;
* alta digestibilidade;
* acredita-se que ocorra menor predisposição à torção gástrica em relação ao alimento seco industrialmente processado;
* alta palatabilidade (mais atraente ao paladar dos cães);
* presença de nutrientes variados e muito biodisponíveis (“aproveitáveis” pelo organismo).
Se você dispõe de algum tempo para fazer compras periódicas de alimentos e suplementos e não se importa de cozinhar e preparar as refeições de seu cão, ótimo! Você vai tirar de letra a alimentação caseira. Pense nessa iniciativa como apenas mais um tarefa cotidiana.
Na verdade, não é nenhum bicho de sete cabeças preparar as receitas vegetarianas. Mas é preciso ter comprometimento e seguir as orientações. Como se trata de uma dieta restritiva, ou seja, com menos grupos alimentares presentes, deficiências ou excessos nutricionais podem ocorrer mais facilmente. Para evitar que isso aconteça você precisará variar bastante os ingredientes e acrescentar determinados suplementos à dieta. E nada de se empolgar e oferecer um monte de legumes de frutas para o peludo como lanche. A presença de vegetais acima do recomendado pode desequilibrar a dieta, podendo causar amolecimento das fezes (por excesso de fibras), obesidade (açúcar das frutas e alguns vegetais), interferência na absorção de elementos importantes (por excesso de fibras) e alcalinização do pH urinário (o que predispõe à formação de cristais e cálculos de estruvita na bexiga).
Cães podem ser metabolicamente flexíveis, mas não onívoros como nós. Ao contrário da gente, eles não apresentam amilase salivar (enzima que dá início à digestão do amido na boca), não mastigam bem os alimentos (sua dentição é bem diferente da nossa), possuem estômagos mais ácidos e intestinos bem mais curtos, menos adaptados à digestão de vegetais, principalmente cereais. Por mais que adorem frutas; ovos, queijos, iogurte etc, são fontes importantes de proteína e não devem ficar de fora da dieta nas quantidades recomendadas nas receitas abaixo. Se você acha que não dará conta de ser o chef de seu cão, não pense duas vezes: opte por dieta vegetariana industrializada. É indiscutivelmente preferível oferecer uma dieta comercial, seja ela onívora (caso da maior parte das rações no mercado) ou vegetariana, que supra os requerimentos nutricionais, a oferecer refeições vegetarianas caseiras desbalanceadas.
Finalmente, é preciso ter em mente que, assim como há casos de algumas pessoas que, independentemente de sua vontade e determinação, não se adaptaram com saúde a uma dieta vegetariana, o mesmo pode acontecer com alguns cães. Nesse caso, prefira optar por uma dieta vegetariana comercial e, se o problema persistir, uma ração ou dieta caseira onívora (com adição diária ou ao menos 2-3 vezes por semana, de carnes).

É preciso adicionar taurina à dieta vegetariana?
Quando se pensa em taurina, se pensa em gatos. Para os felinos a ingestão desse aminoácido é de suma importância para a saúde cardiovascular e dos olhos. Isso ocorre porque o fígado dos gatos não consegue produzir taurina a partir dos aminoácidos cistina e metionina e da vitamina B6, como faz o fígado do cão. O felino precisa ingerir a taurina já pronta. E taurina desse jeito só existe em tecidos de animais; em especial no coração, nos olhos e na musculatura, preferencialmente crus.
Entretanto, estudos nutricionais recentes revelaram que a taurina presente na carne também pode ser benéfica para a saúde cardiovascular dos cães, em especial dos de porte grande e gigante. Em 2003, os pesquisadores da universidade norte-americana UC Davis publicaram informações sobre pesquisas feitas com cães de raças grandes que apresentavam uma doença chamada cardiomiopatia dilatada que leva à insuficiência cardíaca. Foi encontrada uma associação direta entre essa afecção e um teor insuficiete de taurina na dieta.
Cadelas prenhes e lactantes podem comer a dieta vegetariana? E os filhotes?
Não dispomos de um cardápio vegetariano para filhotes, fêmeas prenhes e lactantes, nem temos experiência com dietas assim para essas fases da vida. Mas neste endereço você encontra (em inglês) um cardápio para filhotes aprovado pelos membros da mais antiga organização vegetariana do mundo, The Vegetarian Society of the United Kingdom (A Sociedade Vegetariana do Reino Unido). Há pessoas que, com receio de uma dieta vegetariana não supra os elevados requerimentos nutricionais de um filhote em crescimento, optam por ração onívora (convencional, de boa qualidade), e, chegada a idade adulta, dão início à transição para a dieta vegetariana, o que também pode ser uma opção.
E para os cães de trabalho e atletas? Estes podem obter mais energia por meio do aumento das porções (e da freqüência com que são servidas); do uso de vegetais ricos em carboidratos como batata, mandioquinha, inhame, e de frutas como a banana (de preferência com a casca); e/ou da inclusão regular de um mingau de cereais, ovos, manteiga, queijos (esses últimos três itens fornecem gordura) etc. Para mais informações referentes a casos específicos, o mais sensato a se fazer é procurar orientação de um veterinário com experiência em formulação de dietas caseiras vegetarianas.
Adaptação do cão adulto à nova dieta
Se você oferece outro tipo de dieta, vá acrescentando aos poucos os alimentos indicados nas receitas vegetarianas até que, passados alguns dias, você esteja oferecendo 100% do novo cardápio. Isso fará com que os sentidos e o trato digestório do cão se acostumem gradativamente com os novos cheiros, sabores, texturas, pH e ingredientes. Há pessoas, entretanto, que mudam a dieta de seus cães da noite para o dia e não relatam problemas.
Variar é preciso; além de fornecer uma ampla gama de nutrientes, a variação evita que o cão enjoe da comida. Valorize a comida, fazendo festa antes e depois de cada refeição. Não ofereça ingredientes “passados”; cheiros, sabores e texturas ruins podem fazer os cães recusarem a refeição.
Vale acrescentar “molhos” ou pedacinhos de coisas gostosas e nutritivas às refeições, como um pouco de levedura de cerveja em pó (salpicada feito queijo ralado), proteína de soja texturizada, molho de soja tamari – esses três itens são ricos em vitaminas do complexo B - ou pedacinhos de maçã, de queijo branco, um pouco de algas empregadas no preparo de sushis, ervas frescas picadinhas (manjericão, alecrim, orégano, salsinha), azeite etc.
Como saber se o cão está saudável recebendo a nova dieta
Ao desconfiar de qualquer alteração, leve o animal ao médico-veterinário. Diarréias, fezes persistentemente amolecidas, gases e vômitos persistentes, coceiras e doenças de pele podem ser sinal de alergia ou intolerância alimentar. Pelagem opaca (sem brilho) e curta para a raça/linhagem do cão, intensa queda de pelos, perda de massa muscular, falta de pelos em volta dos olhos, resistência física diminuída, mucosas pálidas e baixa imunidade (crises recorrentes de otites, conjuntivite, dermatites, micoses, cistites etc) podem ser sinal de carência nutricional e devem ser investigadas pelo veterinário. A realização regular (por exemplo, a cada 6 meses) de exames como hemograma, urinálise (pH da urina, investigação de sedimentos etc) e exames laboratoriais bioquímicos, como dosagem de fósforo, ferro e outros minerais ou vitaminas que o profissional achar pertinentes, pode oferecer informações importantes sobre sucesso da dieta.
Preparo dos vegetais
Há vegetais que podem ser oferecidos crus, como a beterraba, a cenoura, o pimentão, o brócolis, a couve-flor, a ervilha torta e a vagem. Mas devem ser liquidificados com um pouquinho de água para facilitar a digestão e a absorção dos nutrientes. Já tubérculos da família das batatas, batata doce, mandioquinha, cará e inhame, devem sempre ser oferecidos bem cozidos, para desativar um anti-nutriente chamado solamina. Fique de olho no relógio. Cozinhar legumes por mais de 20-25 minutos destrói fibras e importantes micronutrientes. Se tiver condições, prepare os legumes e verduras em panela a vapor, o que minimiza a perda de nutrientes.
Se possível, ofereça tanto legumes crus quanto cozidos. Vegetais crus são mais nutritivos e contêm bastante fibra e enzimas, ao passo que os cozidos são mais gostosos, mais calóricos e digestíveis.

Fontes vegetarianas de proteína, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais
Proteína: as melhores fontes são queijos brancos, ovos (pode variar as espécies de aves), leite (desde que o cão não tenha intolerância à lactose, o que se caracteriza por diarréia), grãos de soja, farinha de soja, tofu e proteína de soja. Outras fontes incluem leguminosas (lentilhas, feijões, quinua), cereais integrais e gérmen de trigo, sementes de girassol, gergelim, polpa de côco verde, castanha e nozes (trituradas) - com exceção das macadâmias, tóxicas para cães. Observação: sempre que for possível combine duas ou mais fontes protéicas, já que os alimentos apresentam diferentes perfis e tipos de aminoácidos que se combinam.
Gordura e óleos: manteiga (esqueça a margarina - é repleta de gorduras trans), queijos saudáveis, coalhada, ovos, iogurte integral, azeitonas (com moderação, contêm muito sódio), azeite de oliva (muito bom, principalmente o extravirgem), gérmen de trigo, nozes, óleo de linhaça (muito bom), óleo de coco (excelente), um pouco de poupa de abacate etc. Procure variar e/ou combinar tipos diferentes de gorduras. Observação: óleos de milho, soja, canola e girassol frequentemente são obtidos com emprego de calor (o que causa oxidação e os torna potencialmente danosos à saúde), refinados, desodorizados (processamentos químicos por vezes violentos) e mal armazenados e transportados.
Carboidratos: cereais sempre muito bem cozidos e seus derivados (farinhas, pães - preferencialmente integrais, por serem mais nutritivos), bananas, castanha de caju, pêras (sem sementes), frutas secas (evitar passas, podem ser tóxicas aos rins dos cães), batata cozida, mandioquinha cozida etc.
Fibras: legumes, frutas, cereais integrais sempre muito bem cozidos, pães integrais e leguminosas sempre muito bem cozidas (ex: feijão, quinua, lentilha).
Vitamina A: na forma de vitamina A – manteiga, leite, queijo e ovos (de preferência, caipiras). Na forma de precursores (carotenos) – cenouras e vegetais verdes.
Observação: para os cães, o caroteno tem metade do valor nutricional da vitamina A.
Vitamina D: na forma de vitamina D – manteiga, ovos e leite. Na forma de seu precursor, que é convertido em vitamina D pela ação dos raios solares na pele do animal: vegetais de folhas escuras (procure picá-las ou triturá-las, para facilitar o aproveitamento), gérmen de cereais e levedura de cerveja. Além de exposição regular direta aos raios solares, ao menos por alguns minutos, diariamente. Contudo, cães de pele clarinha e pelagem branca e escassa devem ter cuidado com a exposição ao sol.
Vitamina E: gérmen de cereais (especialmente o óleo de gérmen de trigo e azeite de oliva extravirgem), vegetais de folhas verdes (repolho, espinafre, alface - triturados ou beeem cortadinhos).
Vitamina K: vegetais de folhas escuras (triturados ou bem picadinhos).
Vitaminas do complexo B: levedura, cereais integrais cozidos molinhos, gérmen de cereais, bran, ovos, legumes diversos, nozes (com exceção das macadâmias, tóxicas para cães). Observação: trata-se de um complexo facilmente reduzido/destruído por ação do calor (cozimento).
Vitamina B12: leite de soja fortificado, queijos saudáveis, algumas proteínas vegetais texturizadas (verifique o rótulo), leite integral. Ou mande aviar (veja com o veterinário a dosagem recomendada.)
Vitamina C: brotos frescos, couve, couve-galega, acerola sem semente, goiaba-branca, couve-flor, brócolis, repolho, frutas cítricas (com moderação, não causam gastrite, salvo se o cão já sofrer dessa condição), morangos, tomates, pimentões verdes.
Ácidos graxos ômegas-3 e 6: óleo de linhaça (melhor, principalmente se for extravirgem ou virgem) ou linhaça torrada (não a crua), bem triturada. Ovos de galinhas criadas soltas (caipiras), também são boas fontes de ômegas-3.
Probiótico (fornece e repõe as boas bactérias intestinais): Iogurte natural integral (o melhor tipo ´aquele preparado em casa com cultura de lactobacilus e bifidobactérias), kefir e alguns queijos.
Observações: a vitamina C não é um requerimento essencial para os cães, uma vez que o organismo deles – diferentemente do nosso - consegue produzir essa vitamina. No entanto, alguns pesquisadores sugerem que a síntese (“fabricação”) de vitamina C dos cães alimentados com dietas de baixa proteína pode não ser tão eficiente. E como os cães de vida urbana estão sujeitos à poluição e ao estresse, oferecer uma fonte extra de vitamina C, um poderoso antioxidante, nunca é demais.
Minerais
Cálcio: boas fontes incluem o queijo, ricota, o iogurte integral natural (sugiro a marca Fazenda Bela Vista pelo mais elevado teor de cálcio), coalhada e o gergelim. Mas o cálcio também está presente em pequenina quantidade nas amêndoas, figos secos, feijão, leite, alho-poró, couve, couve-flor, almeirão, amendoim. Cálcio "puro" pode ser obtido com pó de casca de ovos. Veja aqui como fazer em casa sem gastar nada.
Alimentos com bom equilíbrio cálcio:fósforo – queijo, iogurte, feijão, ervilhas maduras, lentilhas, ovos, couve, couve-de-Bruxelas, figos secos, leite, couve-flor, salsão, banana, laranja, amendoim, amêndoas e avelã (macadâmias não devem ser oferecidas - são tóxicas aos cães).
Alimentos com pouco cálcio em relação ao fósforo – cereais e seus derivados, pães e farinha. Observação: esses alimentos precisam ser oferecidos juntamente com alimentos ricos em cálcio de modo a prevenir deficiências desse mineral. O ácido fítico presente nos cereais também reduz a absorção de cálcio. Deixar os grãos “de molho” em uma cuba com água durante a noite com umas gotinhas de limão ou de soro de iogurte ativa enzimas que quebram o ácido fítico. Depois é só desprezar essa água e cozinhar os grãos como de costume. A vitamina D também é um fator essencial para a absorção de cálcio; portanto, ofereça oportunidades de seu peludo tomar sol.
Ferro: painço bem cozido, salsão (picadinho), cream cheese (requeijão), feijão bem cozido, espinafre, frutas variadas, legumes em geral, nozes (com exceção das macadâmias), cereais integrais.
Iodo: algas marinhas, ovos, fucus (também conhecido como kelp - à venda em lojas de produtos naturais ou pela Internet), centeio e trigo integral.
Outros minerais: desde que a dieta contenha uma ampla variedade de vegetais, cereais, frutas, nozes, leite, queijos e ovos, é improvável que minerais importantes fiquem de fora.
Alimentos que devem ser evitados: macadâmias, passas e uvas (podem causar danos irreversíveis aos rins de alguns cães, por motivos ainda desconhecidos), cebola (e alimentos acebolados, como papinhas comerciais salgadas para bebês), chocolate (ao leite, culinário, meio amargo, grãos de cacau e amargo), pimenta e alimentos apimentados.

Observações importantes antes de começar
Ferro e suplemento multi-vitamínico e mineral
Alguns veterinários naturalistas recomendam suplementar as dietas vegetarianas dos cães com complexos multi-viamínicos-minerais de modo a evitar deficiências. Dietas sem carne são suspeitas de levar os cães a uma deficiência de ferro ao longo do tempo. Isso porque o ferro de origem vegetal não é absorvido pelo organismo canino com a mesma facilidade que o ferro presente nas carnes. Algumas maneiras de driblar esse risco:
* Oferta regular painço cozido – grão muito rico em ferro;
* Prefira ovos caipiras (ou orgânicos). Quando produzido de forma natural o ovo é outra boa fonte desse mineral;
* Oferta diária de ferro ou complexo vitamínico-mineral para cães.
O requerimento mínimo diário de ferro, de acordo com as diretrizes do National Research Council para um cão com 16,5 quilos é de 7,5 miligramas por dia. Se optar pelo complexo vitamínico-mineral, consulte o rótulo ou a bula para descobrir a dosagem diária que seu cão deve receber.
“Pó Saudável”
Uma dica opcional para qualquer dieta canina ou felina – vegetariana ou onívora – é a adição de Pó Saudável (Healthy Powder). Trata-se de uma receitinha do Dr. Richard Pitcairn elaborada com intuito de incluir valiosos micronutrientes às refeições dos pets. Anote aí:
2 xícaras de levedura de cerveja em pó
1 xícara de grânulos de lecitina de soja
¼ de xícara de pó de fucus (uma alga também conhecida como kelp)
2 colheres de sopa de pó de casca de ovo (fonte de cálcio)
1.000mg de vitamina C moída ou ¼ de colher de chá de ascorbato de sódio (opcional)
Diariamente (ou regularmente) ofereça:
1 colher de café rasa para cães de porte pequeno
1 colher de chá rasa para cães de porte médio
1 colher de sobremesa rasa para cães de porte grande
1 colher de sobremesa cheia para cães de porte gigante
Os ingredientes do Pó Saudável podem ser encontrados em lojas de produtos naturais, supermercados elitizados, farmácias de manipulação e em algumas drogarias. Você pode ainda mandar manipulá-los com prescrição veterinária. Já o pó de casca de ovo (fonte natural de cálcio) você pode fazer em casa. É fácil e grátis. Basta deixar algumas cascas de ovo no forninho elétrico ou convencional em temperatura média por 10 minutos, e em seguida triturá-las no liquidificador até obter um pó bem fino.
Como conservar os nutrientes dos suplementos
Guarde o Pó Saudável, o suplemento de ferro ou o frasco de comprimidos multi-vitamínicos-minerais em lugar limpo, fresco e de preferência abrigado da luz solar. Antes de acrescentar os suplementos à refeição, espere a comida esfriar. O calor pode anular as frágeis propriedades nutricionais. A única exceção a essa regra é o pó de casca de ovo, que pode ser adicionado à comida quente ou fria.
Óleos vegetais – com exceção do azeite de oliva - em geral devem ser armazenados na geladeira, para que os ácidos graxos não percam valor nutricional por oxidação.
Petiscos para a higiene dos dentes
Dietas predominantemente cozidas, sem alimentos duros, não estimulam a mastigação ou o ato de roer. Assim sendo, não contribuem com a limpeza dos dentes e das gengivas dos cães, predispondo-os à formação de cálculo (“tártaro”) dentário. É possível retardar esse processo oferecendo diariamente alimentos como cenoura crua inteira, maçã crua (sem sementes), biscoitos caseiros para cães que sejam bem durinhos, e brinquedos como ossos feitos de nylon (à venda em pet shops), bezuntados com um pouco de iogurte ou óleo de coco, por exemplo. Evite carboidratos simples (farinhas brancas refinadas, arroz branco, açúcar etc), que aderem facilmente aos dentes e fermentam, predispondo à doença periodontal, além de estarem relacionados ao agravo de inflamações. Escovação ao menos a cada 2 dias dos dentes com pasta e escova próprias para cães também pode ajudar muito a evitar a formação do "tártaro".
Como preparar as receitas
Abaixo você encontra sete receitas vegetarianas para cães adultos saudáveis. Se o animal apresenta alguma doença de controle alimentar (insuficiência renal, diabetes, cardiopatia, formação de cálculos na bexiga etc), consulte seu médico-veterinário para saber se a dieta vegetariana pode ser mantida.
No lugar de um cardápio semanal propriamente dito, abaixo você encontra sete receitas. Com exceção da primeira (Mingau de Aveia/Musli), que deve ser oferecida como refeição principal até duas vezes por semana (salvo se oferecida como lanche para cães muito ativos), as demais receitas podem ser servidas com maior freqüência.
Algumas receitas rendem porções muito generosas, permitindo o preparo de refeições para muitos dias. Você pode preparar no mesmo dia duas ou três receitas e separar as porções em tupperwares para serem congeladas. Deste modo é possível variar regularmente a alimentação. Se você tem poucos cães ou cães de pequeno porte, prepare essas receitas reduzindo pela metade (ou até mais) a quantidade indicada para cada ingrediente.
Importante: receitas vegetarianas para cães contêm tipos variados de grãos, leguminosas e cereais que fornecem nutrientes diferentes e valiosos. Entretanto, como os cães não contam com adaptações anatômicas e fisiológicas para a digestão de grãos, ao contrário de nós, é preferível deixar por pelo menos 8 horas esses alimentos de molho em uma cuba com água morna e algumas gotinhas de limão ou de soro de iogurte. Desta forma, os grãos concentrarão nutrientes e perderão fatores que atrapalham a absorção de minerais, como os fitatos (o fósforo das plantas). Após deixar cereais e leguminosas de molho, despreze a água e cozinhe-os como de costume até ficarem tenros. Você notará que eles cozinharão na metade do tempo e ficarão muito mais molinhos!
Quanto oferecer de cada receita ao cão
Depende muito. Fatores como grau de atividade física do cão, peso atual, metabolismo, genética, idade, se é castrado ou não e saúde influenciam na quantidade de alimentos que ele deve receber diariamente. Para fins ilustrativos calculamos as porções para cães com cerca de 7 quilos de peso. Tente chegar à quantidade que seu cão deve comer a partir desse exemplo.
A regrinha da porcentagem sugerida aqui também pode ser aplicada. Os cães adultos devem comer de 2 a 4% de seu peso corpóreo ideal, em média, de alimentos por dia. Cães de porte pequeno requerem mais alimentos proporcionalmente ao seu tamanho, quando comparados aos grandes e gigantes. Mas não tem segredo. Ofereça uma certa quantidade dentro dessa porcentagem (por exemplo, 2,5-3% do peso do animal) e monitore a forma física dele. Engordou? Ofereça uma porcentagem maior. (ex: 3,5%) Emagreceu? Reduza as porções (ex: 2,5%).

Receitas vegetarianas para cães
Mingau de aveia / Musli (sem passas)
Trata-se de um prato de mingau de aveia ou de cereais (tipo Musli) com leite integral (se o cão tolerar bem a lactose) que pode ser servido até duas vezes por semana no almoço ou no jantar do cão. No caso de cães atletas ou abaixo do peso, o mingau pode ser oferecido como lanche, diariamente. Se o animal não for diabético e não estiver gordinho, pode acrescentar uma colher de mel de abelhas ou melaço. Rende uma refeição para um cão com cerca de 7 quilos.
Preparo do mingau de aveia:
Em uma panela acrescente três colheres de sopa de aveia em flocos, mais 240mL de leite integral (se o cão for intolerante à lactose, use iogurte e água). Após a fervura, deixe cozinhar por três a cinco minutos. Sirva morno ou frio.
Preparo do Musli (sem passas) com leite:
Na tigela do cão coloque de três a quatro colheres de sopa de cereais, mais a mesma quantidade de água e de leite citada acima. Mexa e sirva frio ou gelado.
Obs: Acrescente 125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
2 Queijos
Prática, essa nutritiva receita não exige cozimento e pode ser oferecida várias vezes por semana. Rende uma refeição para um cão com cerca de 7 quilos.
30 gramas de queijo cottage light
30 gramas de queijo ralado (qualquer tipo)
2 fatias de pão integral
40 gramas de legumes liquidificados, crus (ou cozidos, inteiros)
1 colher de sopa rasa de óleo de coco, manteiga (não margarina), azeite ou óleo de linhaça
1/5 de dente de alho cru
½ colher de chá de levedura de cerveja
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico, pó saudável)

Delícia de tofu
Outra saborosa receita que pode ser oferecida várias vezes por semana. Rende quatro refeições para um cão com cerca de 7 quilos.
100 gramas de tofu enriquecido com sulfato de cálcio, frito com manteiga
20 gramas de queijo minas cortado em cubos
2 xícaras de feijão cozido (deixe de molho antes de preparar)
1 xícara e ½ de arroz integral cozido
2 colheres de sopa de azeite de oliva ou óleo de coco (ou uma colher de cada um)
1 ½ colher de chá de levedura de cerveja em pó
½ dente de alho cru
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico, pó saudável)
Polenta suculenta
Eis uma receita que os cães adoram! Prepare o avental porque você vai, literalmente, pôr as mãos na massa! Rende cerca de 5 ½ xícaras ou pouco mais de 2 refeições para um cão com aproximadamente 7 quilos de peso.
½ xícara de leite em pó + 4 xícaras de água (ou um total de 4 xícaras de leite integral ou iogurte misturado a água)
1 xícara de farinha de milho ou fubá de milho (cru)
2 ovos grandes, batidos
½ xícara de queijo ralado
¼ de colher de chá de pó de casca de ovo
½ colher de sopa de pó saudável
1 colher de chá de óleo vegetal
½ xícara de legumes (ralados e crus, crus e liquidificados ou cozidos)
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: em uma panela, ferva o leite em pó e a água (se estiver usando somente leite, mexa o tempo todo para evitar que queime). Acrescente o fubá rapidamente e mexa até obter uma mistura de textura lisa. Cubra a panela e diminua o fogo por 10 minutos, até que o fubá esteja macio e grudento. Com o fubá ainda quente, adicione os ovos e o queijo. Deixe esfriar um pouco e acrescente os demais ingredientes.
Substitutos para os grãos: 1 xícara de painço (+ 3 xícaras de água = 3 xícaras cozido); 1 xícara de cuscuz de trigo integral (+ 1 ½ xícaras de água = 2 ½ xícaras cozido); 2 xícaras de aveia crua (+ 4 xícaras de água = 4 xícaras de mingau aveia).

Feijões à Caçarola
Outro prato delicioso que exige um tempinho na cozinha, essa receita possui a vantagem de render muitas porções (17 a 18 xícaras ou 9 refeições para um cão com 7 quilos), o que a torna uma opção interessante para canis.
4 xícaras de feijão cru (ou 10 xícaras de feijão cozido - lembre-se de deixar de molho antes de cozinhar)
3 xícaras de leite integral
1 xícara de farinha de milho ou fubá de milho
2 xícaras de queijo cheddar ralado
4 ovos grandes
2 colheres de sopa de óleo vegetal
¼ de xícara de pó saudável
2 ¾ colheres de chá de pó de casca de ovo
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: 1 a 2 xícaras de vegetais (crus e liquidificados, ou cozidos)
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: deixe os feijões na água durante a noite na véspera. Retire a água, lave-os e descarte os feijões quebrados ou com defeitos. Ferva os feijões em 8 a 10 xícaras de água. Deixe cozinhar, com a panela tampada por 1 ½ horas ou até que você consiga retirar a casca do feijão. (Para evitar que o cão apresente gases – descarte a água usada para o cozimento após a primeira meia hora e complete com água nova para a hora restante.) Enquanto espera, prepare a cobertura de fubá. Ferva o leite. Gradualmente acrescente a farinha ou fubá de milho, mexendo com o garfo. Cubra e asse até ficar macio, por cerca de 10 minutos. Retire do fogo e acrescente o queijo e os ovos. Após a mistura ter esfriado, acrescente os ingredientes restantes e sirva. Congele tudo o que não puder ser comido em três dias.
Omelete + grãos
Esse prato fácil de preparar tem como base protéica os ovos. Os ovos são uma fonte econômica de proteína e contêm generosos teores de gordura e lecitina, um nutriente essencial para a saúde neurológica. Para tornar essa receita ainda mais completa, procure em lojas de produtos naturais um pó protéico sem sabor à base de lactoalbumina e albumina de ovos. Rende 5 xícaras ou pouco mais de duas refeições para um cão com aproximadamente 7 quilos.
1 xícara de triguilho
4 ovos
1 colher de sopa de salsinha picada ou ½ xícara de legumes cozidos
3 colheres de sopa de pó protéico
2 colheres de pó saudável
3 colheres de sopa de óleo vegetal (recomendação: óleo de linhaça)
1 colher de chá cheia de pó de casca de ovo
1 dente de alho amassado (opcional)
½ colher de chá de molho de soja tamari ou uma pitada de sal
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: ferva 2 xícaras de água. Acrescente o triguilho, cubra e reduza o fogo deixando cozinhar até que os grãos estejam macios, por 10 a 20 minutos. Misture os ovos e mexa-os enquanto o triguilho ainda está quente. Deixe esfriar, acrescente os ingredientes restantes e sirva.
Grãos substitutos: 1 xícara de painço (+ 3 xícaras de água = 3 xícaras cozidas); 1 xícara de cuscuz de trigo integral (+ 1 ½ xícaras de água = 2 ½ xícaras cozidas); ou 2 xícaras de aveia crua (+ 4 xícaras de água = 4 xícaras de mingau de aveia).

Ferro Extra
Rende 14 xícaras ou cerca de 5 refeições para um cão de aproximadamente 7 quilos.
2 xícaras de feijão (ou 5 xícaras de feijão cozido)
2 xícaras de painço (ou 6 xícaras de painço cozido)
4 xícaras de queijo cottage light
6 colheres de sopa de óleo vegetal
4 colheres de sopa de pó saudável
3 colheres de chá cheias de pó de casca de ovo
½ xícara de cenouras cozidas, brócolis, ou ervilha (opcional)
2 colheres de chá de molho de soja tamari (ou 1/2 colher de chá de sal)
1 a 2 dentes de alho amassados ou picados (opcional)
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Preparo: deixe os feijões na água durante à noite, na véspera do preparo. Retire a água, lave e descarte feijões quebrados ou estragados. Ferva os feijões em 6 a 8 xícaras de água. Deixe cozinhar, com a panela tampada, por 1 ½ hora ou até que a casca esteja mole. (Para reduzir os gases intestinais, descarte a água após meia hora de cozimento e acrescente água fresca para deixar os feijões cozinharem por mais 1 hora). Enquanto isso prepare o painço. Ferva seis xícaras de água. Acrescente o painço, cubra a panela e deixe cozinhar no fogo baixo por 20 a 30 minutos, até que fique macio. Combine o feijão e o painço quando ambos estiverem prontos. Espere esfriar, acrescente os demais ingredientes e sirva.
Substitutos: Grãos - triguilho, arroz integral e cevada (2 xícaras crus).
Feijões: lentilhas, grão de soja, feijão preto ou feijão branco.
“Croquetinhos” caseiros vegetarianos
Receita interessante, que permite a você preparar em casa saudáveis “grãos” (pellets) vegetarianos para cães.
4 xícaras de grãos diversos (pelo menos três diferentes. exemplo: aveia, cevada e painço)
2 xícaras de farinha de arroz
1/2 xícara de farinha de trigo integral
1 colher de sopa rasa de pó de casca de ovo
1 colher de sopa de levedura de cerveja
1 colher de sopa de fucus
1 colher de sobremesa de óleo de fígado de bacalhau (opcional)
Meia xícara de óleo vegetal
4 ovos
125mg de taurina para cada 5kg de peso do cão
Opcional: outros suplementos (ferro, complexo vitamínico)
Misture todos os ingredientes muito bem, e então acrescente os ingredientes molhados e misture até deixar tudo úmido. Com uma colher de chá pingue meia colher dessa mistura em forminhas de biscoito untadas e asse a 180 graus por trinta minutos. Remova do forno quando estiver dourado.
Referências bibliográficas (e sugestões para consulta)
Sites
* Veggie Pets
* Vegetarian Food
* VegPets
* Sociedade Vegetariana Brasileira
* The Vegetarian Society of the United Kingdom
* National Research Council
Livros
* Canine Nutrition - What Every Owner, Breeder and Trainer Should Know. D.V.M. Lowell Ackerman. 1999
* Dr. Pitcairn’s Complete Guide of Natural Health for Dogs & Cats. D.V.M., PhD, Richard Pitcairn. 2005
* Natural Health Bible for Dogs and Cats. D.V.M. Shawn Messonnier - 2001
* The Nature of Animal Healing. D.V.M. Martin Goldstein - 1999
* Food Pets Die For. Ann Martin - 2008
Publicado em 2 de novembro de 2008 e atualizado em 04 de outubro de 2011 por Sylvia Angélico.
