“Quanto vou gastar por mês com a AN  de meus cães?”

“Os valores da AN são próximos aos de uma ração Super Premium ou superiores?”

Dúvidas como essas são comuns e bastante pertinentes. Por experiência própria – mas também pelo feedback de centenas de adeptos da dieta – os custos de uma AN completa, composta por alimentos variados, de ótima qualidade e procedência, em geral são inferiores aos de alimentar cães e gatos com rações Super Premium.

Se acontecer do custo superar o da ração, pense na dieta caseira balanceada como sendo um investimento de peso na saúde, bem-estar e longevidade do seu amigão. Acreditamos que, da mesma forma que decorre com o ser humano na atualidade, muitas doenças são provocadas ou agravadas por consumo de dieta industrializada.

Uma AN de excelente qualidade frequentemente custa o mesmo ou pode ser mais em conta que ração de categoria Super Premium!

Mas infelizmente não é possível prever exatamente quanto você irá gastar. Essa resposta depende de inúmeros fatores, como:

– Local onde você mora. Existe diferença de preços entre bairros e, claro, cidades. Em regiões litorâneas, peixes marinhos costumam ser mais em conta que em áreas rurais, por exemplo.

– Local onde os alimentos serão comprados.  Abatedouros, granjas, avícolas, feiras-livres, mercados municipais e açougues costumam ter ossos carnudos crus, carnes, vísceras, ovos etc muito mais em conta que supermercados. Antes de começar, é preciso pesquisar!

– A variedade de espécies que você pretende oferecer, principalmente em relação a carnes, vísceras e, no caso da AN crua, ossos carnudos. Em uma Alimentação Natural caseira adequada devem estar presentes regularmente pelo menos três espécies diferentes de animais. Exemplo: frango, boi e peixe. Ou frango, porco e peixe. Lembre-se: quanto mais variedade de cortes e espécies, maior será a gama de nutrientes diferentes ingeridos pelo seu pet. E menor será a chance de ele desenvolver alergia e/ou intolerância a um tipo de proteína animal oferecida de forma repetitiva na dieta. Variar é preciso! Se estivesse vivendo no ambiente natural, seu cão caçaria aves, répteis, mamíferos de todos os portes, devoraria peixes e não hesitaria diante de carcaças em decomposição e ovos caídos de ninho.

– O tipo de alimento. Vegetais e carnes cultivados e criados convencionalmente são consideravelmente mais baratos que alimentos orgânicos ou oriundos de criação caipira – o que é uma pena, porque orgânicos e caipiras são mais saudáveis e nutritivos. Para quem tem um pet pequeno, como um gato ou cão de até 5kg, é provável que uma AN 100% à base de alimentos orgânicos e caipiras não pese no orçamento. Mas fica a seu critério.

– O grau de sofisticação da dieta. A inclusão de alimentos exóticos, como carne de avestruz, carne de javali, mirtilo (blueberry), quinua, camarão etc, evidentemente encarece a dieta. Felizmente não é preciso ir tão longe, a não ser, é claro, que você deseje (e possa) bancar esses itens requintados. Mas saiba: o organismo não diferencia cortes de carnes; pra ele tanto faz receber carne nobre ou carne “de segunda”. Assim sendo, é besteira investir em filé mignon quando há opções igualmente nutritivas e muito mais em conta, como coração de boi, moela, língua, acém e músculo.

– Quanto seu pet vai comer por dia. Filhotes, por exemplo, comem bastante proporcionalmente ao peso deles. Cães atletas, cadelas gestantes e lactantes, idem. Um cão de porte grande pode facilmente requerer mais de 1kg de alimentos por dia!

– Quantos kg você pode comprar por vez. Quem tem um freezer só para o pet e tem vários animais em casa pode combinar um preço melhor ao comprar uma grande quantidade de carnes, ossos e vísceras em fornecedores como abatedouros, granjas, mercados municipais etc.

Resumindo: em grande parte, quem vai determinar quanto custará a dieta do seu pet é você. Pense em seu cão ou gato como se fosse uma criança. Quanto você gastaria por mês para alimentar uma criança de, digamos, 8 anos? É difícil estimar, não é mesmo? A resposta pode variar tremendamente de acordo com todos os fatores apontados acima.

Mas vamos arriscar uns cálculos usando como exemplo a Alimentação Natural caseira crua (AN crua). Estando na zona Sul de São Paulo você gastaria entre R$ 50 e R$ 70 para oferecer Alimentação Natural caseira crua por mês a um cão com 10kg de peso; e entre R$ 30 e R$ 50 para alimentar um gato com 4,5kg de peso por mês com o mesmo modelo de dieta.

Vai preparar em casa a dieta do seu peludo? Pesquisar fornecedores de bom preço é fundamental!

Vejamos alguns cálculos, usando AN crua para um cão adulto como exemplo.

Um cão adulto que pesa 10kg, estando no peso ideal (nem gordo, nem magro), recebe, em média, 3% do peso dele por dia em alimentos. Isso totaliza 300 gramas por dia. Seguindo a formulação básica da nossa Alimentação Natural crua, esses 300 gramas seriam compostos da seguinte forma:

  •  50% ou 150 gramas correspondem aos ossos carnudos crus
  • 15% ou 45 gramas correspodem às carnes desossadas cruas
  • 10% ou 30 gramas correspondem às vísceras cruas
  • 25% ou 75 gramas corresponderiam aos vegetais

O complemento que não pode ficar de fora da AN crua para cães de jeito nenhum é óleo vegetal (fonte de ácidos graxos essenciais), embora eu recomende enfaticamente a adição de um pouquinho de alho cru picadinho (só para cães; é tóxico para gatos), iogurte natural ou kefir, e levedo em cerveja em pó. (Para informações detalhadas, consulte nossos artigos sobre complementos da AN crua ou cozida para cães e gatos).

Pois bem. Em um mês, aquele cão de 10kg consumiria: 4,5kg de ossos carnudos crus já pesados sem pele, 1.350kg de carnes sem ossos, 900 gramas de vísceras, 2.250kg de legumes, cerca de 4 potes de iogurte natural integral, 1/2 frasco de óleo vegetal de boa qualidade, um quarto de um saquinho de levedo de cerveja em pó e alguns dentes de alho.

Algumas dicas:

– Ossos carnudos crus: os de aves são mais baratos que de coelho, rã e cabrito. Os de frango são mais baratos que de peru, codorna e pato. Pescoço, cabeça e dorso de frango são mais em conta que asas e coxas de frango.

– Carnes desossadas cruas: coração de boi, moela, lombo suíno, acém, músculo, língua, peito de frango, carne “de desossa” (bochecha, peito, carne das patas de boi e porco etc), filé de sardinha, são mais em conta que cortes ” de primeira”. Observação: ovos inteiros de galinha ou de codorna entram nessa categoria e também são considerados alimentos de preço razoável.

– Vísceras cruas: rim de boi é mais em conta que fígado. Mas em geral todas vísceras são peças mais baratas. Outras vísceras: baço, pâncreas, “miolo” (cérebro), intestino e “bofe” (pulmão). Observação: moela, coração de boi, coração de frango, bucho e língua bovina não contam como vísceras, e sim como carnes, por serem órgãos musculosos.

– Vegetais: cenoura, abobrinha, beterraba, pimentão verde, chuchú e abóbora são mais baratas que ervilha-torta, pimentão vermelho, aspargos, palmito, alcachofra etc.

– Complementos: preparar iogurte natural em casa sai mais barato que comprar os potinhos, além de ser mais saudável porque você evita os aditivos frequentemente presentes nos produtos comerciais. Azeite de oliva é mais em conta que óleo de linhaça ou óleo de coco e por aí vai.

Resumindo: quanto mais variedade nas categorias de alimentos (ossos carnudos crus, carnes, legumes, suplementos), mais nutritiva será a dieta do pet e mais abrangente e potente será o impacto da AN na saúde dele. Mas o cardápio também deve ser formulado tendo em vista o seu orçamento, a facilidade de encontrar determinados alimentos em sua região e todos os outros fatores descritos acima.

Quer dicas quentes para economizar com a compra de alimentos naturais nutritivos? Não perca esse artigo!